Formatos de conteúdo

    UGC (User-Generated Content)

    Conteúdo com cara de gente real, produzido por uma pessoa comum (não por um estúdio), usado pela marca nos seus próprios canais e anúncios.

    Também conhecido como: conteúdo gerado pelo usuário, user generated content.

    Definição escrita e revisada por Juliano Franco DuarteCEO — Publipost (antiga Meu Freela).

    UGC é a sigla para User-Generated Content, ou conteúdo gerado pelo usuário. Na prática do mercado brasileiro, o termo virou sinônimo de um formato específico: vídeos e fotos verticais, gravados no celular, com estética espontânea, que parecem uma recomendação de amiga e não um comercial.

    A diferença em relação a uma campanha com influenciador é o destino do conteúdo. No UGC clássico, a marca contrata a produção e publica o material nos canais dela — feed, anúncios, página de produto. O alcance vem da mídia paga da marca, não da audiência de quem gravou.

    Por isso muitos creators de UGC não precisam ter muitos seguidores. O que a marca compra é a habilidade de roteirizar, gravar e entregar um vídeo que converte, junto com o direito de usar esse vídeo.

    Na prática de agências e marcas brasileiras, um pacote de UGC costuma incluir de três a seis vídeos verticais de 15 a 45 segundos, com roteiro aprovado antes da gravação e pelo menos uma rodada de ajuste incluída no valor combinado.

    Um exemplo de precificação: um creator iniciante pode cobrar algo como 250 a 400 reais por vídeo simples sem direito de uso em anúncio, enquanto um creator experiente, com edição avançada e licença para impulsionar como anúncio, pode chegar a 800 reais ou mais por peça — isso é apenas um exemplo, cada negociação varia conforme escopo e mercado.

    O erro mais comum de quem está começando é entregar o vídeo bruto sem edição, achando que 'espontâneo' significa 'sem cuidado'. UGC bom parece caseiro, mas tem roteiro, corte e áudio pensados; a estética crua é uma escolha estética, não desleixo técnico.

    Antes de fechar, vale confirmar por escrito quantas variações de roteiro e de call-to-action estão incluídas, se o produto será enviado antes da gravação e qual é o prazo entre o recebimento do produto e a entrega do vídeo final.

    Do lado da marca, um erro frequente é pedir revisões ilimitadas sem prever isso no contrato. Combinar um número máximo de rodadas de ajuste evita que o projeto vire um ciclo sem fim que corrói a margem do creator.

    Na prática, na Publipost

    Na Publipost, quem trabalha com UGC costuma deixar isso explícito no mídia kit da própria vitrine pública (publipost.com.br/@usuario), mostrando exemplos de vídeos de produção sob demanda ao lado do portfólio geral. Marcas que buscam esse perfil específico podem filtrar por esse tipo de entrega no diretório /explorar. Vale lembrar que a Publipost não intermedia o pagamento do cachê nem os arquivos entregáveis — a negociação e a troca de arquivos acontecem fora da plataforma.

    Juliano Franco Duarte
    Escrito porJuliano Franco DuarteCEO - Meufreela & Publipost
    Como montar um portfólio UGC do zero

    Dúvidas na Central de Ajuda

    Termos relacionados

    Quer ver esses conceitos funcionando na prática?